Obesidade, o melhor remédio é a prevenção.

A obesidade tem etiologia multifatorial determinada pelo desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético, assim como pode ser resultante de fatores genéticos, fisiopatológicos, ambientais, comportamentais, sociais e culturais.
A principal causa deste crescimento da obesidade se atribui a vida moderna marcada pela redução da atividade física aliada a uma enorme oferta de alimentos processados, industrializados, semi-prontos, cheios de aditivos químicos e propriedades inflamatórias. Alimentos que têm muitas calorias, porém são pobres em nutrientes importantes ao organismo.

Medidas para prevenir a obesidade:
A prática de atividade física é fundamental e um educador físico pode auxiliar e muito com orientações individualizadas. Entretanto, qualquer pessoa, por si própria, pode adotar hábitos como reduzir o tempo de ficar sentada em frente ao computador ou a televisão, subir escadas e andar a pé sempre que possível, além de fazer caminhadas regularmente.
Dormir bem e o suficiente para cada um individualmente, também é algo importante, pois durante o sono é liberado o hormônio de crescimento que melhora a massa muscular e auxilia na redução de gordura corporal.
É importante pensar que hábitos saudáveis devem ser para a vida toda e por isso não devem ter dia marcado para iniciar, nem tão pouco para interromper.
Um plano alimentar adequado e flexível, que tenha como objetivo bons hábitos alimentares e quando necessário uma reeducação alimentar pertinente.
O que determina o sucesso de uma boa alimentação e uma vida mais saudável é a constância dos bons hábitos.

Alternativas alimentares:
Evitar o consumo de carnes gordurosas, frituras e embutidos em geral, leite gorduroso e seus derivados.
Incluir vegetais (verduras e legumes) nas principais refeições.
Incluir frutas in natura no dia a dia, mas de forma moderada e evitar o consumo de sucos concentrados e/ou adoçados.
Evitar ao máximo os alimentos industrializados e principalmente os ultra processados, pois normalmente eles contêm muitas gorduras, muitos açúcares, muitos aditivos químicos e pouquíssimos nutrientes importantes para a nossa saúde.
Evitar o consumo de carboidratos refinados presentes em bolos, doces e refrigerantes, assim como o consumo de bebida alcoólica.
Utilizar carboidratos ricos em fibras e que forneçam energia lentamente ao organismo, ou seja, os que tenham menor índice glicêmico, como raízes e cereais integrais em pequenas quantidades.

Alimentos que devemos ingerir:
Alimentos que devem fazer parte do nosso dia a dia devido à sua ação antioxidante e anti-inflamatória são: azeite de oliva extravigem com acidez menor do que 0,5%, abacate, romã e outras frutas vermelhas, peixes como sardinha, atum, salmão, cereais integrais, hortaliças e frutas (ricas em fibras, fitoquímicos, vitaminas e minerais), sementes ricas em gorduras de boa qualidade (castanhas, nozes, linhaça, chia, sementes de girassol e de abóbora), gengibre, pimenta vermelha, açafrão, colorau e ervas em geral.

O Papel Do Nutricionista Contra A Obesidade Infantil
Assim como na população adulta, o número de crianças com sobrepeso também cresceu. A obesidade infantil é um problema sério que deve ser prevenido, tratado e combatido, a fim de trazer saúde ao futuro da nossa nação.
O nutricionista tem papel importantíssimo na educação, tanto da criança, como dos pais. Ele será responsável pelo diagnóstico e tratamento; deverá encontrar alternativas viáveis para que esses responsáveis consigam guiar seus filhos em direção a uma vida saudável.

Diagnóstico precoce
É importante a educação alimentar desde cedo. O sobrepeso pode aparecer desde a gestação; o fato é que a reeducação alimentar não deve ser apenas para quem está acima do peso, mas para toda a família, afinal, alimentação é saúde e as dietas não têm só o propósito de diminuir massa corporal.

Introdução de alimentos saudáveis
Frutas e legumes devem ser introduzidos na alimentação da criança desde os 6 meses. Quando chegar aos 2 ou 3 anos, ela já deve conhecer a maioria dos alimentos saudáveis e estar acostumada com eles. O hábito de comer elementos nutritivos, quando vem desde criança, não se torna um fardo ou algo muito difícil. Se não conhece refrigerante, frituras e doces, não sentirá falta.
Ao inserir um alimento novo, é normal a rejeição. O ser humano é resistente à mudança, e os pequeninos não são diferentes; nutricionistas indicam tentar consumir o alimento pelo menos 10 vezes antes de rejeitá-lo como algo que “não gosta”.

Definição de horários
A falta de rotina é um dos maiores motivos que leva à obesidade infantil. Sem horário correto para almoçar e lanchar, a criança fica petiscando o dia todo e, geralmente, não come nada saudável.
Estabelecer horário certo para as refeições e sobremesas é essencial no combate à obesidade. Crianças têm vontade de comer chocolates e salgadinhos, mas é necessário colocar limites e horários especificados.
Precisamos demonstrar aos pais que limites não são ruins. Explicar o porquê daquela decisão à criança é a única necessidade; ela deverá respeitar e seguir as instruções.

Preparação dos alimentos em casa
A correria do dia a dia dos pais também é um grande desafio a ser vencido. Sem tempo de cozinhar, os pais acabam cedendo aos refrigerantes, lanches prontos, salsichas e embutidos.
O nutricionista tem a obrigação de dissertar sobre a importância de cozinhar a própria refeição. Alimentos em sua forma natural são muito mais nutritivos; e quando processados, são incluídas diversas substâncias que podem ser prejudiciais à saúde.
Indicar receitas de fácil execução, ou que possam ser congeladas para rápido preparo posterior, pode ajudar os pais a seguirem a dieta de maneira mais consistente.
O papel do nutricionista é muito amplo e depende do empenho do profissional. A luta contra a obesidade infantil é um trabalho constante e a diferença vai ser feita aos poucos, dependente da motivação dos pais e crianças.

 

Texto: Nutricionista Camila Pillatt

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